— Brilhante!
— A ideia foi da Srta. Whitney — admitiu o corcunda. — Ela perguntou-me se seria possível cobrir a assinatura original do pintor com uma falsa assinatura e depois cobrir tudo com o nome original.
— Mas foi ele quem imaginou como isso poderia ser feito - acrescentou Tracy, sorrindo.
Porretta disse, modestamente:
— Foi ridiculamente simples. Não levou mais do que dois minutos. O truque estava nas tintas que usei. Primeiro, cobri a assinatura de Goya com uma camada de verniz branco francês super-refinado, a fim de protegê-la. Depois, pintei por cima o nome de Lucas, com uma tinta acrílica que seca depressa. Por cima, pintei o nome de Goya, com uma tinta-óleo e um verniz claro.Quando a assinatura de cima foi removida, apareceu o nome de Lucas. Se eles seguissem adiante, descobririam que a assinatura original de Goya estava escondida por baixo. Mas é claro que eles não se lembraram de fazer isso.
- Se Houver Amanhã, Sidney Sheldon.

(Source: trecho-de-livros)

É preciso seguir em frente: é a única maneira. É preciso seguir em frente, independentemente do que aconteça. É a lei universal.
- Delírio

(Source: trecho-de-livros)

É nessa hora que você realmente perde as pessoas, você sabe. Quando a dor passa.
- Delírio

(Source: trecho-de-livros)

As doenças mais perigosas são aquelas que nos fazem pensar que estamos bem.
- Delírio

(Source: trecho-de-livros)

Não saber é a metade da graça. Deliciosamente doloroso não é? Não ter certeza de quem ama e de quem ama você?
- Afrodite, Percy Jackson e os Olimpianos

(Source: trecho-de-livros)

— Se eu fizesse isso, você veria um menino em chamas caindo para a morte, e eu gritaria algo mais forte que um simples ‘Fogo!’. Confie em mim, o chalé de Hefesto não encara isso com o fogo como algo tão legal. Nyssa me disse que é muito raro. Quando um semideus como eu aparece, coisas ruins acontecem. Coisas realmente ruins.
— Talvez seja o contrário — disse Jason. — Talvez as pessoas com dons especiais apareçam quando coisas ruins estão acontecendo, porque é nesses momentos que precisamos delas.
- O Herói Perdido 

(Source: trecho-de-livros)

— Sua mãe é a deusa do arco-íris?
— Algum problema? — perguntou Butch.
— Não, não — respondeu Leo. — Arco-íris. Muito másculo.
— Butch é nosso melhor cavaleiro — disse Annabeth. — E se dá muito bem com os pégasos.
— Arco-íris, pôneis… — murmurou Leo.
— Vou jogar você para fora dessa carruagem — avisou Butch.
- O Herói Perdido

(Source: trecho-de-livros)

Além do mais, o humor é sempre uma boa saída para a dor.
- O Herói Perdido

(Source: trecho-de-livros)

— Vamos baixando as armas — disse Piper. — Treinador, você primeiro.
Hedge trincou os dentes.
— Posso dar só um susto…?
— Não — disse Piper.
— Um acordo? Eu mato os dois, e se depois descobrirmos que eram mesmo nossos amigos, peço desculpas.
— Não! - insistiu Piper.
— Droga — disse o treinador baixando seu bastão.
- O Herói Perdido

(Source: trecho-de-livros)

— Ei, não se preocupe — disse Leo. — Piper, você é a rainha da beleza mais forte e poderosa que vi na vida. Confie em si mesma. E, para tudo o que precisar, confie em mim também.
O helicóptero mergulhou num redemoinho de vento, e Leo levou um baita susto. Ele praguejou e conseguiu estabilizar a máquina.
Piper sorriu, nervosa.
— Confiar em você?
— Fique caladinha, certo? — ele disse, sorrindo, e por um segundo parecia estar conversando tranquilamente com uma amiga.
Até o momento em que alcançaram as nuvens de tempestade.
- O Herói Perdido

(Source: trecho-de-livros)

Excerpts from Books
Estão lendo.

Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras. Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê. Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar. Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil. Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e – talvez não admita – sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances. Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência. Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo. E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre. Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar – com o coração aquecido – para o seu lado. Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio. Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho. Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do "e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê. Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.

— Namore um Cara que Lê